Arquivo de montagem

LOTE “Abre Alas” – Vídeo do Ensaio Geral do LUME + SESC Bauru

Postado em Intervenção com as tags , , , , , , , em 06/06/2011 por embaixadademarte

Alegrem-se novamente, seres vivos!
Acabamos de liberar o segundo vídeo do LOTE “Abre Alas”, da oficina-montagem realizada pelo Grupo LUME, com parceria do SESC Bauru. O vídeo abaixa registra o ensaio geral realizado no Parque Vitória Régia, de Bauru/SP, na manhã antes do cortejo.

Esperamos que possam ter uma boa viagem, acompanhados de todas as memórias físicas adquiridas.

 

PS: A Embaixada de Marte, vem enfrentando alguns problemas com o upload de alguns vídeos, o que reduz consideravelmente a qualidade dos mesmos. No entanto, a EdeM possui os mesmos vídeos em alta resolução e qualidade e em breve os mesmos serão liberados para download.

Harmonia,
Embaixada de Marte.

LOTE “Abre Alas” – Vídeo da Oficina-Montagem do LUME + SESC Bauru

Postado em Intervenção com as tags , , , , , , em 28/05/2011 por embaixadademarte

Alegrem-se seres vivos!
Acabamos de liberar o primeiro vídeo do LOTE “Abre Alas”, da oficina-montagem realizada pelo Grupo LUME, com parceria do SESC Bauru.

Esperamos que possam ter uma boa viagem, acompanhados de todos os animais que conheceram.

Harmonia,
Embaixada de Marte.

LOTE “Abre Alas” – Toda a tridimensionalidade da Pantera – Embaixatores 2.0 – O que a Embaixada de Marte absorveu nessas fendas sonoras.

Postado em Intervenção com as tags , , , , , , , , , , em 24/05/2011 por embaixadademarte

Oficina-Montagem, realizada do dia 10 a 14 de maio no SESC Bauru.

“A possibilidade dos artistas bauruenses de terem a vivência com um dos maiores Grupos de Teatro do Brasil.”

————————–>http://www.sescsp.org.br/sesc/programa_new/mostra_detalhe.cfm?programacao_id=194840  ;  O espetáculo faz parte da pesquisa coordenada pelo grupo de Teatro LUME, sobre a teatralização de espaços não convencionais e propõe uma experiência artística de construir coletivamente com um grande número de artistas locais o trabalho de rua desenvolvido pelo Grupo. <——————————–
 

Impressões: Primeiro Dia. 10/05 (por Renato Crisóstomo)

“Epo Epo Tá Tá Ê
Epo Epo Tá Tá Ê
Epo Epo Tá Tá
Epo Epo Tuc Tuc
Epo Epo Tá Tá Ê

Estava ansioso para a oficina pelo motivo de que trata de uma das maiores companhias de teatro do país e que as aulas contavam com a superestrutura do SESC – Bauru.

De pensar que passaríamos a semana inteira nesse processo já vem o impulso – dúvida: Qual é a melhor postura do ator antes de um trabalho desse porte? O que esperam os atores da companhia e o que eu buscava ali. Esvaziar a xícara e estar pronto para ser moldado? Mas não haveria até então respostas para a minha ansiedade.

No primeiro dia cheguei bem na hora do alongamento, meu olhar alcançava no mínimo 70 pessoas no estica-e-puxa. Procurei rapidamente passar por todas as articulações alongando as principais pelo curto tempo que tinha.

Ricardo Puccett e Cauê Gouveia eram os oficineiros que nos acompanharam todos os dias e durante a semana acompanhamos a chegada de Raquel Scotti Hirson e Renato Ferracini.

Em um primeiro momento pediram que andássemos pelo espaço. O meu impulso naquele exercício já era o do extra-cotidiano, já muito trabalhado pela Embaixada de Marte, buscando na caminhada desenvolver esses movimentos que fogem do cotidiano comum e dos gestos mecânicos.

Sempre pediam e repetiam para que trabalhássemos a coluna vertebral e seu alongamento e parte dos membros inferiores.

Conforme eu evoluía minha caminhada sentia medo de estar extrapolando nos movimentos e levar uma dura por não seguir o exercício. De repente foi apontado que todos parassem e fui logo em seguida designado a andar sozinho pelo espaço.

Sensação indescritível, por alguns momentos, senti que podia flutuar entre 70 pessoas imóveis. Foi Arrepiante, Espetacular!

Findada a caminhada, nos colocaram em um círculo gigantesco! Os jogos eram: cada pessoa tinha que passar pelo centro diagramar pelo espaço dizendo seu nome e voltar para roda; em grupos de oito construir fotografias em alguns segundos marcando um foco comum a todos.

Um exercício comum apareceu: Bastão. Em círculo, com um bastão em jogo, tínhamos que ir ao centro trocar olhares com outras pessoas e quando retribuíssem, arremessar trabalhando toda a projeção do movimento. O número de bastões aumentava com o passar do tempo, chegando a quatro. Depois todos os bastões eram retirados, ficava só o bastão imaginário que primeiramente seguia as mesmas regras do exercício, depois era trabalhado em dupla.

Em roda com todos um a um ia para o centro, fui o primeiro, e começávamos então a jogar o bastão imaginário com projeções agora muito maiores para que toda a roda pudesse nos acompanhar. Logo me senti exausto e mesmo toda a força que tinha internamente para me impulsionar não ativava o corpo que já não aguentava, me frustrei pela ansiedade neste exercício. Quando todos nós já estávamos no centro chegamos a um estado de muito fluxo de energia e então foi pedido que esse jogo fosse se transformando em uma dança. Era Magnífico e eu nem percebia que o baile tinha apenas começado.

No final da noite cantamos rapidamente algumas das musicas que compunham o espetáculo e nos despedimos.

Foi Maravilhoso! A felicidade de todos devido a oficina foi tamanha que possibilitou, com certeza, a melhor integração e na saída do SESC todos já trocavam, articulavam e se envolviam.

A ansiedade que me inundava no começo foi no percurso da oficina se esvaindo e só me sobrou amor e tranquilidade.

Lume, SESC, Bauru

Impressões: Segundo Dia. 11/05

Cheguei bem atrasado no segundo dia, o primeiro exercício já estava acontecendo, as pessoas estavam em quatro filas grandes paralelas, o objetivo era passar por debaixo das pernas de uma pessoa que esperava em frente a cada fila. Com certeza eu fui correndo para uma das filas, minha ansiedade não me deixou pensar antes no exercício e acabei com o pescoço entre as pernas literalmente.

Caminhando pelo espaço, o mote agora era bem conhecido, o Enraizamento. Não que eu dominasse a técnica ou que executaria o exercício com precisão, mas eu e um grupo de pessoas que ali estavam tínhamos uma vivência com esse treinamento devido a um grande mestre, que também nos acompanhava na oficina, que nos havia ensinado em outra ocasião e foi fantástico ver, já antes de começar o exercício, todos já enraizando.

A idéia seguinte era a de uma “quase queda”. Parados em um ponto e tencionando o corpo como uma mesa ou tábua para que não amolecesse, despencávamos o corpo em direção ao chão e quando sentíamos que chegava o máximo do equilíbrio possível apoiávamos com os joelhos flexionados. Invertíamos então o processo e com o corpo leve, mas presente, realizávamos a queda. Essas pequenas quedas eram repetidas e repetidas até que ao tombar o corpo em direção ao chão, quando chegávamos ao limite do equilíbrio, transformávamos a queda em uma imagem congelada com precisão.

No dia anterior, em um momento em que não sei dizer, tinha batido o joelho. E foi durante o exercício do enraizamento que comecei sentir muito forte a dor. Entendi a necessidade de se estar de joelheiras – item recomendado pelo LUME para todos os dias de oficina. Então sentei e somente observei, pois não queria ficar sem a perna.

Ensinaram a posição da pantera que, se não me falhe a memória, começava do enraizamento e ativavam impulsos entre as pernas e que se espalhava pelo corpo.

Parados cada um em um ponto com a base do samurai, movimentos mínimos de caminhada tridimensional, com o foco e o eixo do corpo sempre marcando uma direção e o uso da visão periférica começava então o exercício.  A precisão e a energia mínima externa e máxima interna, todos são seus inimigos e no menor sinal de descuido, seus 70 inimigos poderiam te acertar com pequenas sardinhas nas costas.  Em vários círculos uma pessoa ficava no centro e com o mesmo exercício da pantera a roda inteira era o inimigo e a tridimensionalidade do movimento talvez sua única ajuda para se salvar das palmadas.

Divididos em três grupos enormes, como guerreiros, atravessamos de um lado para o outro do grande salão. Partimos da projeção do corpo e corremos em direção ao outro lado do salão e quando chegamos próximo a parede usava-se a precisão para parar, voltamos então gritando muito forte em direção ao ponto de partida e mais uma vez: Precisão ao parar.

Andando pela sala, o treinamento que absorvemos anteriormente se tornaria agora processo criativo e a partir da postura da pantera, o combate samurai, diminuição das ações externas a quase 1% atingíamos então um fluxo de energia onde o jogo agora era buscar posturas de animais. Busquei até o dia do espetáculo o cavalo. O cavalo então já não podia assumir postura extra cotidiana e aos poucos novamente ia diminuindo as ações externas e realizando pequenos impulsos de gestos cotidianos. Surgiria o elemento vocalizar.

Dançamos com os bastões no primeiro dia e o baile da embaixada dos animais ia acontecendo no segundo dia. Meu cavalo entrou pomposo e bem clássico e tive o prazer de dançar com diversas outras espécies. Lindo baile dos animais!

“Bésame, bésame mucho
Como si fuera esta noche
la última vez

Bésame, bésame mucho
que tengo miedo a perderte
perderte después”

Com o fim do bailado nos despedimos do segundo dia com o Grupo Lume.

Não estou aqui escrevendo para relatar com especificidade técnica os exercícios apreendidos na oficina, mas colocando somente o que observei, como observei e o que senti.

Continuamos com os dias e agora com o processo de construção do espetáculo.

LUME, SESC, Bauru

LUME, SESC, Bauru

Impressões: Processo de construção do espetáculo. Terceiro, quarto e quinto dia.

“Avoa Pavão
Pavão avoador
Adeus, morena
Seu namorado chegou
Avoa Pavão”

Divididos em alas, a idéia era que cada ala representasse uma classe da cultura e história da cidade de Bauru. Estavam presentes os digníssimos: Índios, Minotauros, Fazendeiros, Políticos, Tecidos, Birutas, Senhoras da Alta Sociedade, Padre e Freiras e o Prostíbulo da Eny. Eu fiquei com a ala dos Índios onde fui bem acolhido e pude reviver lembranças ancestrais.

Andávamos sempre em grupo, muito unidos, e cada ala era responsável por sua maquiagem, figurinos, e até mesmo pela força e ações do grupo.

Caminhávamos em blocos dentro do pátio de ensaio sempre explorando posturas e adaptando ao treinamento já realizado nos primeiros dias.

Via-se claramente formando as alas e o comportamento que cada alegoria adquiria.

Um exemplo bem claro do que me passava os olhos foi quando os índios, ala qual eu pertencia, se deparou com a ala dos fazendeiros que, ao ver os índios, assumiram cada um por instinto, a postura de ataque. Formamos então uma corrente de índios que caminhava em direção aos fazendeiros que devagar travaram a batalha e ganharam pela posse de armas de fogo. Fantástico! Parecia realmente um campo de batalha e mesmo descaracterizados percebíamos na face de cada um surgir às personagens.

O encontro então seguia com a experimentação das alas e da customização de figurinos e maquiagem.

Lume, SESC, Bauru, Vitória Régia

Lume, SESC, Bauru, Vitória Régia

——————> O meu primeiro contato com o público ainda dentro da oficina.

Enquanto me preparava como índio e adaptava posturas, percebi o olhar de um pequeno grupo de crianças próximo ao local. Cheguei mais perto com a cara um pouco até que suja, uma calça de algodão cru e um chocalho. Índio! Índio! Índio! Gritavam pra me chamar e eu percebia que fantástico conseguir passar a mensagem de um personagem somente com os gestos com o corpo, os recursos materiais para que identificassem como índio eram mínimos.

Brilhavam os olhos todos menos um, que quando indaguei porque a cara fechada e porque fazia pouco caso do Índio – sem perder a pose de índio – me respondeu com um lindo produto da era da depressão, dos videogames, da solidão: ÍNDIO NÃO EXISTE! OUTCH!

Que frustrante! Apoiei então os dois cotovelos no chão em seguida a cabeça e ergui as pernas para cima conversando com os meninos praticamente de ponta cabeça. UFA! Consegui o sorriso e o reconhecimento do garoto que foi muito gratificante e graças somente a expressão do corpo, nunca contei pra ele das viagens da tribo e mesmo assim consegui surtir o efeito da descoberta. Sen-sa-ci-o-nal! <———————-

No sábado nos reunimos para ensaiar as músicas com a Bateria da Ouro Verde 100% Arte (Centro comunitário Ouro Verde “100% Arte”. Quase nove  anos de funcionamento do projeto social em Bauru que oferece aulas de capoeira, música, confecção de instrumentos, um cineclube e é a sede do bloco de carnaval). A chegada do grupo no SESC deu uma outra energia para todos. Energia que naquele momento começava a atingir proporções que podiam ser ampliadas para um grande Público.

Acredito que o processo de construção do espetáculo foi com muita tranquilidade passada para todos e recebido com grande entusiasmo e pró-atividade.

O processo que foi o mais gratificante possível fica na saudade sem que nem soubéssemos ainda, pois só estávamos esquentando para o grande dia do cortejo…

“Mamãe eu vou pra escola
Aprender a ler, a tocar viola
Ê bumba chora
Ah ha ha vamos embora!”

LUME, SESC, Bauru

Lume, SESC, Bauru

Harmonia,
Embaixada de Marte.

PS: Para ver mais imagens clique aqui!

Lote Fotográfico – Embaixada de Marte Dentro e Fora da Oficina-Montagem do LUME

Postado em Intervenção com as tags , , , , , , , , , , em 23/05/2011 por embaixadademarte

A Embaixada de Marte esteve presente dentro e fora da Oficina de Montagem do LUME em parceria com o SESC Bauru que aconteceu entre os dias 10 e 14 de Maio de 2011.

Abaixo liberamos o primeiro lote fotográfico do evento. Boa viagem!

> Ensaio entusiástico de manhã

> Efusiva Apresentação

> Apresentação fervendo e inicio da dispersão geral

> Dispersão!

Em breve teremos um post geral e completo sobre o ocorrido, bem como um video reluzente.

Harmonia,
Embaixada de Marte.

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